IPCA hoje: veja o acumulado em 12 meses, a tabela mês a mês e o histórico

O IPCA hoje está em 4,44% no acumulado de 12 meses, a inflação oficial do Brasil. No mês de julho de 2026, a variação foi de 0,07%, e no acumulado de 2026 soma 3,44%. Dados atualizados em 19/08/2026 via API Partnr.

Por Equipe Partnr, análise de dados macroeconômicos. Revisado em 12/08/2026.

Qual o IPCA hoje?

O IPCA hoje está em 4,44% no acumulado de 12 meses, que é a taxa oficial de inflação do Brasil. No mês de julho de 2026, o índice variou 0,07%, e no acumulado de 2026 soma 3,44%. Dados atualizados em 19/08/2026.

Esse resultado coloca a inflação dentro da banda da meta em relação à meta perseguida pelo Banco Central, hoje de 3,0% ao ano, com banda de tolerância de 1,5% a 4,5%. O IPCA é calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE, e a próxima leitura sai em 10 de setembro de 2026.

IPCA acumulado: no ano e em 12 meses

IPCA nos últimos 12 meses

O IPCA nos últimos 12 meses está em 4,44%. Esse é o número que importa quando se fala em "a inflação do Brasil": ele mede quanto os preços subiram, na média, entre julho de 2025 e julho de 2026, e é a referência usada pelo Banco Central para avaliar a meta de inflação e calibrar a taxa Selic.

IPCA acumulado em 2026

No acumulado de 2026, de janeiro até julho de 2026, o IPCA está em 3,44%. Uma observação técnica que quase nenhum site faz: o acumulado não é a soma das variações mensais, e sim o produto composto delas. Somar daria um número maior e errado. Por isso uma sequência de meses baixos pode acumular menos do que parece, e meses com deflação efetivamente reduzem o acumulado.

Composição do IPCA de julho de 2026: os 9 grupos

O IPCA é a média ponderada de nove grupos de consumo. Saber quais grupos puxaram o índice explica o resultado do mês melhor do que o número cheio sozinho. Em julho de 2026, os destaques foram Habitação e Saúde e cuidados pessoais, com as maiores variações no mês.

A variação de cada grupo não basta sozinha para explicar o índice cheio: o peso na cesta importa. Um grupo pode subir muito e mover pouco o IPCA se tiver peso pequeno, enquanto grupos de peso grande, como alimentação e habitação, empurram o índice mesmo com variação modesta. Por isso os grupos no topo da tabela costumam ser os que mais explicam a inflação do mês.

Tabela do IPCA: mês a mês e por ano

IPCA em 2026, mês a mês

A tabela abaixo traz cada valor mensal apurado no ano, com o acumulado composto correspondente.

IPCA por ano

No fechamento anual, o IPCA tem desacelerado depois de o fechamento de 2021, de 10,06%. A tabela mostra o resultado de cada ano e como ele ficou em relação à meta vigente, com a banda de tolerância de ±1,5 ponto percentual.

Histórico do IPCA dos últimos 10 anos

O IPCA existe desde 1980, mas aqui no site você acompanha os últimos 10 anos, intervalo que cobre os ciclos de inflação mais recentes. O gráfico abaixo mostra a trajetória do índice no período — alterne entre o acumulado em 12 meses (anual) e a variação de cada mês.

Aqui no site o gráfico cobre os últimos 10 anos, de setembro de 2016 em diante; pela API Partnr, a série do IPCA vai até janeiro de 1980, sem cadastro, em CSV e JSON.

Dois marcos ajudam a ler o período: o pico do acumulado em 12 meses, de 12,13% em abril de 2022, o ponto mais alto do ciclo inflacionário recente; e, no extremo oposto, julho de 2022, com -0,68%, um raro mês de queda de preços, puxado pelo corte de tributos sobre combustíveis.

O que é o IPCA e como é calculado?

O que o IPCA mede

O IPCA, sigla de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é o índice oficial de inflação do Brasil. Ele mede a variação média dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. O governo federal usa o IPCA como referência da meta de inflação, e ele serve de base para reajustar contratos, salários e investimentos indexados à inflação.

Como o IBGE calcula o IPCA

O cálculo é mais robusto do que a maioria dos resumos sugere. A cada mês, o IBGE coleta cerca de 430 mil preços em 30 mil locais, distribuídos por 16 áreas urbanas do país, comparando-os com os do mês anterior. O peso de cada item na cesta vem da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que mede quanto a população realmente gasta com cada coisa, de arroz e aluguel a transporte e educação. A coleta acontece entre os dias 1º e 30 do mês de referência, e o resultado é divulgado por volta do dia 10 do mês seguinte. A metodologia completa está no documento oficial do IBGE.

É por isso que o seu IPCA pessoal pode ser diferente do oficial: se a sua cesta de consumo não se parece com a média (você não tem filhos na escola, não usa carro, gasta mais com saúde), a inflação que você sente é maior ou menor do que o número divulgado.

A meta de inflação e o IPCA

A meta de inflação hoje é de 3,0% ao ano, com banda de tolerância de 1,5% a 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com o IPCA em 4,44% nos últimos 12 meses, a inflação está dentro da banda da meta.

Desde 2025, o Brasil adota uma meta contínua: em vez de medir o ano fechado, o Banco Central avalia a inflação acumulada em 12 meses mês a mês. Se o IPCA fica fora da banda por 6 meses seguidos, a meta é formalmente considerada descumprida, e o presidente do Banco Central precisa escrever uma carta aberta explicando as causas e o prazo para a inflação voltar ao alvo. É essa régua que liga o IPCA diretamente à taxa Selic: quando a inflação ou as expectativas sobem, o Copom tende a subir os juros para trazê-la de volta.

Inflação cheia e núcleos: o que o Banco Central observa

A inflação cheia, que é o IPCA que todo mundo vê, inclui todos os preços, inclusive os mais voláteis: alimentos in natura, combustíveis e tarifas administradas. O problema é que esses itens oscilam por razões que a política monetária não controla, uma seca, um choque do petróleo, um reajuste de energia. Por isso o Banco Central acompanha, além do índice cheio, os núcleos de inflação.

Os núcleos são versões do IPCA que retiram ou suavizam os itens mais voláteis para revelar a tendência estrutural dos preços. Existem vários: o núcleo por médias aparadas, que descarta as maiores altas e quedas de cada mês; o núcleo por exclusão, que remove itens como alimentos in natura e energia; o de dupla ponderação; e o P55. Quando os núcleos rodam acima da meta de forma persistente, é sinal de que a inflação está disseminada pela economia, e não restrita a um choque pontual, e isso pesa mais na decisão de Selic do que o número cheio.

Hoje, com o IPCA cheio em 4,44% em 12 meses, ler os núcleos ajuda a separar quanto da inflação vem de choques temporários e quanto vem da parte mais persistente dos preços.

IPCA frente a outros índices

IPCA, IGP-M, INPC e Selic

O IPCA não é o único indicador que aparece quando se fala de inflação e juros. A tabela compara os quatro mais cobrados, com os valores acumulados em 12 meses atualizados via API.

A diferença prática: o IPCA é a referência oficial e a mais estável; o IGP-M reage mais rápido a câmbio e preços no atacado, o que o torna mais volátil; o INPC pesa mais alimentação e habitação, por mirar rendas menores, e costuma ser usado em reajustes salariais. A Selic, por sua vez, não é inflação: é a taxa de juros que o Banco Central usa para controlá-la, e por isso aparece bem acima dos índices de preços.

IPCA-15 e IPCA-E, as prévias

O IPCA-15 é a prévia da inflação. Ele é idêntico ao IPCA, mudando só o período de coleta, que vai do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência, e por isso sai cerca de duas semanas antes do índice cheio. O IPCA-E é o acumulado trimestral do IPCA-15. Ambos servem para antecipar a direção da inflação antes do número oficial.

Como corrigir um valor pelo IPCA

Para corrigir um valor entre duas datas, multiplique o valor pela variação acumulada do índice no período. A fórmula precisa usa os números-índice:

valor corrigido = valor inicial × (número-índice do mês final ÷ número-índice do mês inicial)

Na prática, se o IPCA acumulado entre as duas datas foi de 35%, um valor de R$ 1.000,00 corrigido fica em R$ 1.000,00 × 1,35 = R$ 1.350,00. O mesmo método vale para atualizar um aluguel, um salário, um valor de contrato ou uma dívida indexada à inflação.

IPCA no reajuste de aluguel

Cada vez mais contratos de aluguel usam o IPCA no lugar do IGP-M, que historicamente é mais volátil. O reajuste aplica a variação acumulada do IPCA nos 12 meses anteriores ao aniversário do contrato. Como a divulgação tem defasagem, muitos contratos usam o acumulado até dois meses antes da data de reajuste, o que dá previsibilidade ao cálculo.

Investimentos atrelados ao IPCA

Investimentos atrelados ao IPCA pagam a inflação mais uma taxa de juro real fixa, o que protege o poder de compra do dinheiro. Um título que rende "IPCA + 6%" entrega 6% ao ano acima da inflação do período, seja ela qual for.

Os principais são o Tesouro IPCA+ (a NTN-B do Tesouro Direto), os CDBs IPCA+, as debêntures incentivadas (muitas isentas de Imposto de Renda) e os fundos de inflação. A diferença entre eles está no risco do emissor, na liquidez e na tributação. Para entender prazos, marcação a mercado e quando cada um faz sentido, veja o guia completo de Tesouro IPCA.

Onde consultar o IPCA (e como acessar via API)

As fontes oficiais são duas: o IBGE, que divulga o índice pelo SIDRA e pelo Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, e o Banco Central, que disponibiliza a série no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS). Se você precisa do IPCA de forma programática, para alimentar planilhas, sistemas ou modelos, a API de dados macroeconômicos da Partnr entrega a série completa em JSON, desde janeiro de 1980, com histórico, acumulados e atualização a cada divulgação.

Perguntas frequentes sobre o IPCA

Quanto está o IPCA hoje?

O IPCA hoje está em 4,44% no acumulado de 12 meses, a inflação oficial do Brasil. No mês de julho de 2026, a variação foi de 0,07%, conforme o IBGE. A próxima divulgação ocorre em 10 de setembro de 2026.

Qual o IPCA acumulado nos últimos 12 meses?

O IPCA acumulado nos últimos 12 meses é de 4,44%. Esse é o número considerado a inflação oficial do país e a referência usada pelo Banco Central para avaliar a meta de inflação e definir a taxa Selic.

Qual o IPCA acumulado em 2026?

No acumulado de 2026, de janeiro até julho de 2026, o IPCA está em 3,44%. O acumulado é o produto composto das variações mensais, não a soma delas, por isso meses de deflação efetivamente reduzem o total.

O que é o IPCA?

O IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE desde 1980. Ele mede a variação de preços da cesta de consumo de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.

Como corrigir um valor pelo IPCA?

Multiplique o valor pela variação acumulada do IPCA entre as duas datas. Se o índice acumulou 35% no período, R$ 1.000 viram R$ 1.350. O método vale para aluguéis, salários, contratos e dívidas indexadas à inflação.

Qual a diferença entre IPCA e IGP-M?

O IPCA é a inflação oficial, calculada pelo IBGE com base no consumo das famílias, hoje em 4,44% em 12 meses. O IGP-M é calculado pela FGV, pesa mais preços de atacado e câmbio, é mais volátil e acumula 2,77% no mesmo período.

Qual a diferença entre IPCA e INPC?

Os dois são índices de inflação do IBGE. O IPCA cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos; o INPC, de 1 a 5 salários mínimos, por isso pesa mais alimentação e habitação, e acumula 4,10% em 12 meses.

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é a prévia da inflação. É igual ao IPCA, mudando só o período de coleta, do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência, e sai cerca de duas semanas antes do índice cheio.

Qual a meta de inflação para 2026?

A meta de inflação é de 3,0% ao ano, com banda de 1,5% a 4,5%, definida pelo CMN. Desde 2025 ela é contínua: o Banco Central avalia o acumulado de 12 meses mês a mês, não o ano fechado. Com o IPCA em 4,44%, a inflação está dentro da banda da meta.

Quando o IPCA é divulgado?

O IBGE divulga o IPCA mensalmente, por volta do dia 10 do mês seguinte ao de referência. A próxima divulgação está marcada para 10 de setembro de 2026. A prévia, o IPCA-15, sai cerca de duas semanas antes.

O que significa um investimento IPCA + 6%?

Significa que o investimento paga a variação do IPCA mais 6% ao ano de juro real. O retorno protege o poder de compra contra a inflação e ainda adiciona um ganho real fixo acima dela, qualquer que seja a inflação do período.