A taxa Selic hoje está em 14,00% ao ano, definida pelo Copom em 6 de agosto de 2026. A Selic over, taxa efetiva praticada no mercado, está em 13,90% ao ano. No acumulado de 2026, a Selic soma 8,82%; em 12 meses, 14,67%.
Por Equipe Partnr, análise de dados macroeconômicos. Revisado em 12/08/2026.
A taxa Selic hoje está em 14,00% ao ano. Esse é o valor da Selic meta, definido na última decisão do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 6 de agosto de 2026. A Selic over, taxa efetiva praticada no mercado, está em 13,90% ao ano.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira: ela serve de referência para todas as outras taxas do país, do crédito ao rendimento da renda fixa, e é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.
A Selic meta é o alvo definido pelo Copom (14,00% ao ano); a Selic over é a taxa efetiva que o mercado pratica de fato, hoje em 13,90% ao ano. A over costuma ficar cerca de 0,10 ponto percentual abaixo da meta.
A diferença existe porque a meta é uma decisão, e a over é um resultado. A over é a média das taxas das operações de um dia entre instituições financeiras, lastreadas em títulos públicos, registradas no sistema Selic. O Banco Central atua todos os dias no mercado para manter essa taxa efetiva o mais próximo possível da meta, como explicamos a seguir. É a Selic over, e não a meta, que serve de referência direta para o CDI e para o rendimento do Tesouro Selic.
A Selic é definida pelo Copom, que se reúne a cada 45 dias, oito vezes por ano, sempre em terças e quartas. O comitê é formado por nove membros, o presidente do Banco Central (hoje Gabriel Galípolo) e oito diretores. A decisão sai no fim do segundo dia de reunião, e a ata, que detalha os motivos, é publicada na terça-feira seguinte, às 8h.
Mas definir a meta é só metade do processo. Para a taxa efetiva (a over) realmente ficar no nível decidido, o Banco Central faz operações diárias no mercado aberto: compra e vende títulos públicos por meio de operações compromissadas, ajustando a liquidez do sistema. Quando há dinheiro sobrando, ele vende títulos para enxugar e segurar os juros; quando falta, compra. É esse trabalho diário, invisível para o público, que faz a Selic over convergir para a meta que o Copom anunciou.
A Selic acumulada em 2026 está em 8,82%, e em 12 meses soma 14,67%. O acumulado é o efeito composto da taxa diária ao longo do período, não a soma simples dos meses.
Esse número importa por dois motivos. Para o investidor, é quanto efetivamente rendeu uma aplicação atrelada à Selic no período. Para quem lida com tributos ou contratos, é a base da correção pela Selic, usada pela Receita Federal e pela Justiça, assunto que detalhamos mais abaixo.
As quatro decisões mais recentes em que o Copom alterou a meta da Selic, com o sentido do ajuste e o nível em que a taxa ficou.
No fechamento de cada ano, a Selic reflete o ciclo de política monetária vigente.
A série abaixo cobre, aqui no site, de janeiro de 2020 em diante, período que reúne os principais ciclos de juros recentes. Alterne entre a meta, definida pelo Copom, e a taxa efetiva (over) praticada no mercado.
Aqui no site o gráfico cobre de janeiro de 2020 em diante; pela API Partnr, a Selic over vai até agosto de 1986, sem cadastro, em CSV e JSON.
Dois marcos ajudam a ler o período: a mínima da série, de 2,00% ao ano em 2020, no auge da pandemia, e o pico recente de 15,00% em 2025, antes do ciclo de cortes atual.
Selic é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, o sistema do Banco Central onde são negociados os títulos públicos federais. A taxa Selic nasce da média dos juros dessas negociações de um dia e virou a taxa básica de juros da economia: o piso a partir do qual todas as outras taxas do país são formadas.
A Selic é o juro que move todos os outros. Quando ela sobe, o crédito fica mais caro (empréstimos, financiamentos, cartão), a renda fixa rende mais e o consumo tende a esfriar, o que segura a inflação. Quando ela cai, o efeito é o inverso: crédito mais barato, renda fixa menos atrativa e estímulo à atividade. É por isso que cada decisão do Copom repercute do financiamento do imóvel ao rendimento da sua reserva de emergência.
A Selic real é a taxa de juros depois de descontar a inflação, e hoje está em torno de 9,15% ao ano. É um dos juros reais mais altos do mundo, e é esse número, não os 14,00% nominais, que de fato remunera o investidor e define o aperto da política monetária.
O cálculo não é a subtração simples, e sim a fórmula de Fisher:
juro real = (1 + Selic) / (1 + IPCA em 12 meses) - 1
Com a Selic em 14,00% ao ano e o IPCA acumulado em 4,44% nos últimos 12 meses, o juro real fica em aproximadamente 9,15% ao ano.
Quando o juro real é alto e positivo, como agora, a renda fixa pós-fixada entrega ganho de poder de compra com baixo risco, o que ajuda a explicar por que o brasileiro investe tanto em Tesouro Selic e CDBs em vez de bolsa. É também o que torna o Brasil atraente para o capital estrangeiro em busca de juro.
Além de remunerar investimentos, a Selic é a principal taxa de correção de valores no Brasil, usada pela Receita Federal e pela Justiça. Quase nenhuma página sobre Selic explica esse uso, mas é dele que vem boa parte das buscas por "correção" e "atualização" pela Selic.
No âmbito tributário, débitos federais pagos em atraso são atualizados pela Selic acumulada do período mais 1% no mês do pagamento. Ou seja, quem paga um imposto fora do prazo deve o valor original corrigido por essa conta, e o mesmo vale, na direção contrária, para a restituição de tributos pagos a mais. Na esfera cível, a Lei 14.905/2024 tornou a Selic a base dos juros legais, com o IPCA entrando como correção monetária, o que padronizou a atualização de dívidas e condenações judiciais.
Na prática, corrigir um valor pela Selic significa multiplicá-lo pela Selic acumulada entre as duas datas. Se a Selic acumulou 20% no período, uma dívida de R$ 1.000,00 passa a R$ 1.200,00, antes de eventuais acréscimos legais.
As decisões do Copom definem se a Selic sobe, cai ou fica parada. A direção depende do comportamento da inflação e das expectativas de mercado, acompanhadas pelo Boletim Focus.
Selic, CDI e IPCA são os três números que definem a renda fixa brasileira, e eles se conectam diretamente.
Em resumo: o Banco Central mexe na Selic para levar o IPCA à meta, o CDI segue a Selic quase em tempo real, e a maior parte da renda fixa rende um percentual do CDI ou da Selic. Entender um exige entender os três.
O investimento mais diretamente atrelado à Selic é o Tesouro Selic (a LFT do Tesouro Direto), que rende a variação da Selic over e é considerado o título mais conservador do mercado, ideal para reserva de emergência pela liquidez diária e baixa oscilação. Também acompanham a Selic, de forma indireta via CDI, os CDBs pós-fixados e os fundos DI.
Para entender prazos, tributação, marcação a mercado e quanto rende cada valor aplicado, veja o guia completo de Tesouro Selic.
A fonte oficial é o Banco Central, que define a meta pelo Copom e divulga as séries no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS): a série 432 traz a Selic meta, e a série da Selic over traz a taxa efetiva diária. Se você precisa da Selic de forma programática, para planilhas, sistemas ou modelos, a API de dados macroeconômicos da Partnr entrega a série completa em JSON, com a meta, a over, os acumulados e atualização a cada decisão.
A taxa Selic hoje está em 14,00% ao ano, a taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom em 6 de agosto de 2026. A Selic over, taxa efetiva do mercado, está em 13,90% ao ano.
A Selic é definida pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, formado por nove membros, que se reúne a cada 45 dias, oito vezes por ano. A decisão é anunciada no fim do segundo dia de reunião, e a ata, com os motivos, sai na terça-feira seguinte.
A Selic meta é o alvo definido pelo Copom (14,00% ao ano); a Selic over é a taxa efetiva praticada no mercado (13,90%), em geral cerca de 0,10 ponto abaixo da meta. O Banco Central atua diariamente para aproximar a over da meta.
A Selic, sigla de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros do Brasil. Ela é a referência a partir da qual se formam todas as outras taxas da economia, do crédito à renda fixa, e o principal instrumento do Banco Central contra a inflação.
Multiplique o valor pela Selic acumulada entre as duas datas. Se a Selic acumulou 20% no período, R$ 1.000 viram R$ 1.200. Para débitos da Receita Federal, soma-se ainda 1% no mês do pagamento sobre o valor corrigido.
A Selic acumulada em 2026 está em 8,82%, e em 12 meses soma 14,67%. O acumulado é o efeito composto da taxa diária ao longo do período, e é a base usada na correção de tributos e dívidas pela Selic.
A direção depende da próxima decisão do Copom. O Brasil está em um ciclo de queda de juros em 2026, com a meta recuando para 14,00%, mas cada passo depende da inflação e das expectativas. A referência do mercado para os próximos meses é o Boletim Focus.
A Selic é a taxa básica definida pelo Copom; o CDI é o juro dos empréstimos de um dia entre bancos. Na prática o CDI anda colado na Selic over, cerca de 0,10 ponto abaixo da meta, por isso os dois andam quase juntos.
O IPCA é a inflação que a Selic persegue. Quando o IPCA fica acima da meta de inflação, o Copom tende a subir a Selic para esfriar o consumo; quando converge para a meta, abre espaço para cortar os juros.
O juro real, que é a Selic descontada a inflação, está em torno de 9,15% ao ano, um dos mais altos do mundo. Calcula-se pela fórmula (1 + Selic) ÷ (1 + IPCA de 12 meses) − 1, e é o que de fato remunera o investidor.