INPC hoje: acumulado em 12 meses, tabela mês a mês e histórico

O INPC acumulado em 12 meses é de 4,10%, considerando a última divulgação do IBGE, referente a julho de 2026. No mês, o índice variou -0,01%, e o acumulado de 2026 está em 3,50%. Os dados nesta página vêm da série oficial do IBGE e foram atualizados em 25/08/2026.

Por Equipe Partnr, análise de dados macroeconômicos. Revisado em 13/08/2026.

Qual o INPC acumulado em 12 meses?

O INPC acumulado em 12 meses é de 4,10%, com base na divulgação mais recente do IBGE, referente a julho de 2026. No mês de julho de 2026, o índice variou -0,01%. Os números desta página são atualizados a cada nova divulgação, e a última atualização foi em 25/08/2026.

A variação mensal e o acumulado respondem a perguntas diferentes. O resultado de julho de 2026, de -0,01%, mede a variação de preços de um único mês, e um mês isolado pode vir alto, baixo ou até negativo: em junho de 2026, o índice havia variado 0,14%. Já o acumulado em 12 meses, de 4,10%, agrega doze leituras e mede a perda de poder de compra ao longo de um ano inteiro. É por isso que convenções coletivas, contratos e reajustes de benefícios usam o acumulado, e não a variação do mês.

Quem calcula o INPC é o IBGE, que divulga o índice mensalmente, por volta do dia 10 do mês seguinte, junto com o IPCA. A próxima divulgação está prevista para 10 de setembro de 2026.

INPC acumulado no ano e em 12 meses

O INPC acumulado em 12 meses é de 4,10% e o acumulado de 2026 está em 3,50%. Os dois recortes medem a mesma coisa, a variação de preços da cesta do índice, mas respondem a perguntas diferentes e raramente coincidem.

INPC acumulado nos últimos 12 meses

O acumulado em 12 meses cobre uma janela móvel: hoje ele vai de julho de 2025 a julho de 2026, e a cada divulgação entra um mês novo e sai o mais antigo. É o recorte usado em negociações de data-base, em reajustes de benefícios e em contratos indexados ao INPC, porque mede um ano inteiro de variação independentemente de quando o ano começa.

INPC acumulado em 2026

O acumulado de 2026, de 3,50%, parte de janeiro e vai até julho de 2026. Ele cresce ao longo do ano e zera na virada, então serve para acompanhar o ritmo da inflação no exercício corrente, não para corrigir valores de um período de doze meses. Vale uma nota técnica: nenhum dos dois acumulados é a soma das variações mensais. Os índices se compõem, e somar as variações superestima o resultado.

Tabela do INPC: mês a mês e por ano

A tabela mês a mês traz os últimos 24 meses do INPC, com a variação de cada mês e o acumulado em 12 meses correspondente. A coluna de acumulado usa uma janela móvel: em cada linha, ela mostra a variação dos doze meses encerrados naquele mês, e não o acumulado do ano. Por isso os valores atravessam a virada do ano sem reiniciar. A tabela por ano mostra o fechamento de cada exercício desde o início da série exibida.

Histórico do INPC

O gráfico cobre os últimos 10 anos, de setembro de 2016 em diante. A série completa do INPC é bem mais longa: começa em abril de 1979, quando o IBGE passou a calcular o índice, e está disponível inteira na API de dados macroeconômicos da Partnr, em JSON ou CSV.

O ponto mais alto do acumulado em 12 meses dentro da janela exibida foi de 12,47%, em abril de 2022, no período em que alimentos e combustíveis pressionaram mais a cesta das famílias de renda mais baixa.

No extremo oposto, o mês de maior queda de preços ficou em -0,60% em julho de 2022, puxado na época pela queda de combustíveis e energia.

O INPC fechou 2025 em 3,90%: um retrato do ciclo de preços do ano, útil como referência para os reajustes negociados no início do exercício seguinte.

O que é o INPC e quem calcula

O que o INPC mede

O INPC, sigla de Índice Nacional de Preços ao Consumidor, é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços da cesta de consumo de famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos. Essa faixa de renda é o que define o índice: como famílias de renda mais baixa gastam uma parcela maior do orçamento com alimentação, habitação e transporte, esses grupos pesam mais no INPC do que em índices que cobrem faixas de renda mais amplas. Quando o INPC acumulado aparece acima ou abaixo de outros índices de inflação, quase sempre é esse desenho de cesta que explica a diferença.

Como o IBGE apura o índice

A coleta de preços acontece entre os dias 1º e 30 do mês de referência, em 16 áreas urbanas cobertas pelo Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, o SNIPC. Os pesos de cada item vêm da Pesquisa de Orçamentos Familiares, que mapeia como as famílias efetivamente gastam. O resultado é divulgado por volta do dia 10 do mês seguinte, junto com o IPCA. A metodologia completa está na página do INPC no IBGE, e uma leitura mais direta de quem o índice representa está em o que é o INPC e como o IBGE calcula.

INPC ou IPCA: diferença e quando usar cada um

INPC e IPCA são calculados pelo mesmo instituto, com a mesma metodologia, na mesma coleta e nas mesmas 16 áreas urbanas. A única diferença de desenho é a população-objetivo: o INPC cobre famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, o IPCA cobre de 1 a 40 salários mínimos. Como as duas faixas gastam de formas diferentes, os pesos da cesta mudam, e os dois índices chegam a resultados próximos, mas não iguais.

No acumulado em 12 meses, o INPC está em 4,10% e o IPCA em 4,44%. O sinal dessa diferença não é fixo: quando alimentação e habitação sobem mais que a média, o INPC tende a ficar acima do IPCA, porque esses grupos pesam mais na cesta de renda mais baixa. Quando a pressão vem de itens de peso maior no orçamento de famílias com renda mais alta, a relação se inverte.

Na prática, cada um tem seu território. O INPC é a referência de reajuste salarial em convenções e acordos coletivos e de correção de benefícios. O IPCA é a inflação oficial do país e o índice perseguido pela meta do Banco Central, o que o torna a referência de contratos financeiros e de títulos indexados à inflação. Escolher entre os dois raramente é decisão livre: o que vale é o índice escrito no contrato ou na convenção.

O IGP-M, em 2,77% em 12 meses, entra na comparação para dar contexto. Ele se comporta de forma diferente dos dois porque não é um índice ao consumidor: a maior parte da composição vem de preços no atacado, que reagem antes e com mais intensidade a câmbio e commodities. Por isso o IGP-M oscila mais e pode divergir bastante do INPC no mesmo período.

Como calcular o INPC acumulado e corrigir um valor

O INPC acumulado de um período não é a soma das variações mensais. Os índices se compõem: cada mês incide sobre o resultado do mês anterior, então a conta é uma multiplicação de fatores. Somar as variações produz um número maior que o real, e a diferença cresce quanto mais longo for o período.

INPC acumulado = [(1 + v1) × (1 + v2) × … × (1 + vn) − 1] × 100
onde v1…vn são as variações mensais do período, em decimal

Com o acumulado em mãos, corrigir um valor é direto: basta aplicar o percentual sobre o valor original. É assim que se atualiza um salário na data-base, um benefício ou uma parcela de contrato indexado ao INPC.

valor corrigido = valor inicial × (1 + INPC acumulado no período)

Com o acumulado em 12 meses de 4,10%, um valor de R$ 1.000,00 corrigido pelo INPC do período resulta em R$ 1.000,00 × 1,0410 = R$ 1.041,00.

Para outro período ou outro valor, a calculadora de correção pelo INPC aplica a série mês a mês e mostra o fator acumulado, a variação percentual e a memória de cálculo linha a linha.

Correção de salário na data-base

Em negociações de data-base, o acumulado em 12 meses do INPC é a referência mais comum para repor a inflação do período. Um ponto de atenção: o índice é divulgado com defasagem, por volta do dia 10 do mês seguinte, junto com o IPCA. Se a data-base cai antes da divulgação do mês anterior, o acumulado disponível na negociação é o do mês retrasado, e é ele que costuma entrar na conta. A próxima divulgação está prevista para 10 de setembro de 2026.

Para que serve o INPC: reajustes e contratos

Com o acumulado em 12 meses em 4,10%, o INPC entra em três lugares principais: reajuste salarial em convenções e acordos coletivos, correção de benefícios e atualização de contratos que escolheram o índice como indexador.

O uso mais conhecido é o reajuste do piso e das faixas salariais definidos em negociação coletiva. O INPC é escolhido porque mede a cesta de consumo da faixa de renda mais próxima da maioria dos trabalhadores cobertos por essas convenções. Vale a ressalva de sempre: o índice que vale é o escrito na convenção ou no contrato, e ela pode prever outro indexador, um percentual fixo, ou uma combinação dos dois.

Em contratos privados, o INPC aparece como alternativa ao IPCA e ao IGP-M. Quem escolhe o INPC em geral quer um índice ao consumidor, mas com peso maior em alimentação e habitação. Quem escolhe o IPCA quer a inflação oficial, com cobertura de renda mais ampla. E contratos que ainda usam o IGP-M, como parte dos de aluguel, carregam a volatilidade do atacado, que pode produzir reajustes bem distantes da inflação ao consumidor no mesmo período.

Onde consultar o INPC (e como acessar via API)

A fonte primária do INPC é o IBGE, que calcula e divulga o índice mensalmente. O Banco Central redistribui a série pelo Sistema Gerenciador de Séries Temporais, onde o INPC é a série 188. Para quem precisa do dado em um sistema, e não numa tela, a API de dados macroeconômicos da Partnr entrega a série completa desde abril de 1979 em JSON, com o acumulado já calculado, além do download em CSV nesta própria página.

Perguntas frequentes sobre o INPC

O que é o INPC?

O INPC, ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor, é o índice do IBGE que mede a variação de preços da cesta de consumo de famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos. Ele é apurado mensalmente nas áreas urbanas cobertas pelo SNIPC e serve de referência para reajustes salariais e correção de benefícios e contratos.

Qual o INPC acumulado em 12 meses?

O INPC acumulado em 12 meses é de 4,10%, considerando a divulgação mais recente do IBGE, referente a julho de 2026. No mês, o índice variou -0,01%.

Qual o INPC acumulado no ano?

O INPC acumulado em 2026 é de 3,50%, de janeiro até julho de 2026. Esse recorte reinicia a cada virada de ano, diferente do acumulado em 12 meses, que usa uma janela móvel.

Qual a diferença entre INPC e IPCA?

Os dois são calculados pelo IBGE, na mesma coleta e nas mesmas 16 áreas urbanas. A diferença é a população-objetivo: o INPC cobre famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos e o IPCA, de 1 a 40 salários mínimos. Como as duas faixas gastam de formas diferentes, os pesos da cesta mudam e os resultados não são iguais.

Quando o INPC é divulgado?

O IBGE divulga o INPC mensalmente, por volta do dia 10 do mês seguinte, junto com o IPCA. A próxima divulgação está prevista para 10 de setembro de 2026.

Como calcular o INPC acumulado de um período?

O acumulado não é a soma das variações mensais: os índices se compõem. A conta é multiplicar os fatores de cada mês, no formato (1 + variação), e subtrair 1 do resultado. Somar as variações produz um número maior que o real, e a diferença cresce quanto mais longo for o período.

Como corrigir um valor pelo INPC?

Basta multiplicar o valor original pelo fator de correção do período, que é 1 mais o INPC acumulado em decimal. Com o acumulado em 12 meses de 4,10%, um valor de R$ 1.000,00 passa a R$ 1.041,00.

O INPC serve para reajuste de salário?

Sim. O INPC é a referência mais comum para repor a inflação em convenções e acordos coletivos, porque mede a cesta de consumo da faixa de renda mais próxima da maioria dos trabalhadores cobertos por essas negociações. O índice que vale, porém, é sempre o escrito na convenção ou no contrato.

Desde quando existe a série do INPC?

A série do INPC começa em abril de 1979. O gráfico desta página exibe os últimos 10 anos; a série completa está disponível na API de dados macroeconômicos da Partnr.